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Autor: TECNOLOGIA DE COINOCULAÇÃO | Categoria: Tecnologia Data: 29/06/2018

TECNOLOGIA DE COINOCULAÇÃO

TECNOLOGIA DE COINOCULAÇÃO

RIZÓBIOS E AZOSPIRILLUM EM SOJA E FEIJOEIRO

Em que consiste a tecnologia de coinoculação?

A coinoculação é uma tecnologia em sintonia com a abordagem atual da agricultura, que respeita as demandas de altos rendimentos, mas com sustentabilidade agrícola, econômica, social e ambiental. Consiste em adicionar mais de um microrganismo reconhecidamente benéfico às plantas, visando maximizar a contribuição dos mesmos. Combina uma prática já bem conhecida dos produtores: a inoculação das sementes de soja e do feijoeiro com bactérias fixadoras de nitrogênio (N), conhecidas como rizóbios, com o uso do Azospirillum, uma bactéria até então conhecida por sua ação promotora de crescimento em gramíneas.

Isso representa uma inovação tecnológica para a agricultura brasileira?

Sim! É a primeira vez, em mais de 50 anos, que se recomenda um novo tipo de bactéria para as culturas da soja e do feijoeiro, além dos rizóbios. Os estudos conduzidos a campo mostram que a coinoculação proporciona vários benefícios, como:

aumento da área radicular, o que possibilita maior aproveitamento dos fertilizantes e favorece a planta em situações de estresse hídrico.

incremento da produtividade pela maior capacidade de absorção de nutrientes e água pelas raízes.

Quais as vantagens da inoculação com rizóbios?

É uma prática sustentável que dispensa a adubação nitrogenada na cultura da soja e, total ou parcialmente, também no feijoeiro. A cultura da soja só é viável economicamente graças ao uso de inoculantes com estirpes de Bradyrhizobium, que chegam a aportar mais de 300 kg de N/ha. Deve ser feita anualmente para maximizar os benefícios proporcionados pelos microrganismos, resultando em incrementos médios no rendimento de soja da ordem de 8%. No caso do feijoeiro, para rendimentos da ordem de 2.000 kg/ha, recomenda-se exclusivamente a inoculação com estirpes selecionadas de Rhizobium, mas há relatos de obtenção de mais de 4.000 kg/ha.

Se os benefícios dos rizóbios já são tão relevantes,por que aplicar outro microrganismo?

Os mecanismos de ação dos rizóbios e do Azospirillum são distintos. No caso desse novo microrganismo, os benefícios advêm, principalmente, da produção de fitormônios, com grande impacto no crescimento das raízes (Figura 1).

O maior sistema radicular resulta em maior absorção e/ou aproveitamento de água e nutrientes. Em relação à água, tem-se como resultado menor suscetibilidade a estresses hídricos. Quanto aos nutrientes, observa-se maior vigor das plantas e equilíbrio nutricional, pelo melhor aproveitamento dos nutrientes do solo e dos fertilizantes. Cabe, ainda, observar que o maior desenvolvimento radicular com Azospirillum também resulta em maior nodulação e, consequentemente, maior contribuição da fixação biológica do nitrogênio (Figura 2).

O uso desses microrganismos é vantajoso para o agricultor e para o meio ambiente?

Seu uso reduz o aporte de fertilizantes químicos, particularmente os nitrogenados, reduzindo o gasto com insumos. O custo de produção tem sido cada vez mais elevado e gastar menos na 

lavoura pode fazer a diferença para o agricultor. Durante a safra, os rizóbios contribuem com o suprimento de nitrogênio e os benefícios adicionais pela coinoculação com Azospirillum incluem o melhor estado nutricional das plantas e maior tolerância a estresses abióticos, como a seca. Também é importante considerar as vantagens do uso desses microrganismos na sustentabilidade ambiental, com benefícios para a sociedade, pela diminuição da poluição de rios, lagos e lençois freáticos, além da menor emissão de gases de efeito estufa, ambos efeitos colaterais da síntese e uso de fertilizantes químicos. Essas tecnologias estão em plena sintonia com as metas do governo brasileiro, do Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono).

E na colheita, o agricultor pode encontrar mais benefícios?

Foram confirmados incrementos no rendimento de grãos, em relação à inoculação exclusivamente com rizóbios. Os resultados obtidos podem ser visualizados na Tabela 1, onde se verifica que a coinoculação com Azospirillum resultou em um ganho extra de 7,7% no rendimento da soja e de 11,3% no rendimento do feijoeiro. Desse modo, além de ambientalmente sustentável, a coinoculação é uma tecnologia altamente rentável para o agricultor.

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